quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Oniguiri

     Podemos dizer que não é só de sushi e temaki vive o japonês mas também de oniguiri, udon, lámen, gyudon, yakisoba etc. Todas essas comidas são práticas e rápidas como o hot dog e o hamburguer para os americanos ou a coxinha, o quibe, o enroladinho, a empada, entre outras guloseimas para nós brasileiros. Afinal todos nós temos aquele momento que não podemos parar para apreciar um bom prato especialmente quando deixamos de terminar aquela ideia genial que tivemos no escritório ou aquela reunião que durou o nosso almoço inteiro.
     O oniguiri é muito bom nesses momentos e também para piqueniques e lanches. Geralmente ele é branco, sem recheio e precisa de algum acompanhamento mas existem os recheados que tornam o prato muito mais prático.

     Para começar é preciso cozinhar o arroz, de preferência o japonês porque é mais aderente, com um pouco ou sem sal e sem óleo também na proporção de 1 copo de água para 1 copo de arroz. Precisamos também de um recheio a gosto, pode ser até aquele bem goiano como fez o grande amigo Wilker com sua criatividade no seu blog arriscando na cozinha, algas e uma forma, geralmente vendida em lojas de produtos japoneses. Essa forma é opcional porque o oniguiri tradicional é feito com as mãos.

     O primeiro passo é preencher a forma com o arroz...

     Em seguida apertar a forma para ficar com o formato tradicional do oniguiri...

     Depois tire o oniguiri da forma e faça um pequeno orifício no meio apertando ou retirando um pouco do arroz...

     Preencha o local com o seu recheio preferido, neste é um patê de atum...

     Cubra em seguida o oniguiri com a alga...

     E está pronto o oniguiri recheado.


sábado, 21 de fevereiro de 2015

Tintas Tantas...

     O universo das tintas parece ser infinito porque possui uma enorme variedade cujas aplicações vão desde um tecido ou um simples pedaço de papel, passando pelo ramo mobiliário indo para o imobiliário, automotivo etc. Cada qual com as suas características e funcionalidades.
      Por isso é bom conhecer um pouco das suas funcionalidades principalmente para os que pretendem usá-las seja para fazer um trabalho escolar, pintar uma casa ou uma tela ou até mesmo reformar um móvel. 


     Neste post abordaremos um pouco das características de uso de algumas delas, sem esgotar o assunto, que farão parte do escopo deste blog porque isso definirá a qualidade e sucesso dos exemplos a serem abordados.

     As massa corrida PVA e a Acrílica são usadas para correção das superfícies em ambientes interiores (o PVA) e ambientes exteriores (o Acrílico) como paredes e concretos. Como têm um grande poder de enchimento, secagem rápida e muito fácil de lixar, no ramo de pinturas especiais elas são muitos usadas para fazerem o estuque que é um tipo de parede texturizada e também são usados para fazerem o decapê que é um tipo de pintura texturizada na madeira. Por serem solúveis em água, seus usos não são muito indicados para superfícies como vidros, metais e outras tintas não solúveis em água como os sintéticos pois suas aderências poderão ser prejudicados.

     O fundo PVA e o fundo ACRÍLICO são usados como demão primária para corrigir o alto poder de absorção de superfícies internas (fundo PVA) ou externas (fundo Acrílico) como massa corrida, massa acrílica, reboco, alvenaria etc. Como são solúveis em água não são indicados para superfícies como madeira, metal e nem por cima de outras tintas que não sejam solúveis em água como os sintéticos por exemplo.

     A tinta látex PVA e a tinta látex ACRÍLICA são solúveis em água e geralmente são usados para pinturas de alvenarias e concretos e por cima dos fundos PVA ou Acrílico seguindo os mesmos conceitos anteriores onde o látex PVA é usado para ambientes interiores e o látex Acrílico é usado para ambientes exteriores por ser mais resistente. Possuem alto poder de aderência e também não são recomendáveis em superfícies como vidros, metais ou tintas não solúveis em água.
      Neste ponto chegamos ao primeiro ponto das pinturas especiais. É perfeitamente possível fazer lindos acabamentos de pinturas manchadas ou marmorizadas em paredes ou superfícies similares e são muito ensinados em cursos famosos até mesmo na web. O segredo está em deixar secar bem a pintura anterior para trabalhar com a pintura posterior pois a pintura manchada ou marmorizada exige que a tinta atual a ser aplicada “escorregue” bem em cima da pintura anterior. A pergunta que fica novamente é: É possível usar o látex em cima de superfícies lisas como madeira, metal ou outras tintas não solúveis em água? Num primeiro momento eu diria que sim pelo alto grau de aderência mas não garanto que daqui a um tempo ela não se desprenderá das superfícies ditas.
     A massa óleo tem a função de corrigir os defeitos da superfície assim como a massa corrida ou acrílica mas ela é indicada para corrigir preferencialmente superfícies que serão usadas tintas a óleo ou sintéticas como madeiras ou metais. Não é recomendável usar tintas ou fundos solúveis em água pois poderão  comprometer a aderência das tintas sobre a massa a óleo. A cor, geralmente branca, poderá ser alterada com pigmentos conforme a tonalidade desejada. Por exemplo: para madeira da espécie mogno foi necessária a utilização de 4 partes de pigmentos vermelhos para 1 ou 2 partes de betume conforme a tonalidade da madeira.
     O fundo branco ou sintético é usado para selar a superfície antes da tinta que pode ser a óleo ou sintético. As superfícies podem ser de madeiras, metais, alvenarias e até concretos que serão pintadas com tintas a óleo ou sintéticas. Nas madeiras que usarão verniz e terão acabamento transparente o fundo indicado é o selador a base de nitrocelulose. O fundo branco fosco e o fundo sintético são muito usados na pintura especial em madeira: pátina, satinê (pátina lavada) e decapê (pátina texturizada).
     Se existisse uma cadeia alimentar das tintas certamente o esmalte sintético estaria no topo desta cadeia porque ela pode ser pintada sobre muitas bases seja de madeira, metal, alvenaria, concreto, fundos, seladores, massas e tintas. É por isso que muitas pinturas manchas, patinadas, marmorizadas, “estucadas” usam este tipo de tinta, não tinta a óleo e sim o esmalte sintético. 
    Poderia continuar descrevendo muitos tipos de produtos de pinturas como as usadas em laqueamento de móveis que usam a massa rápida, a massa plástica, o fundo cinza primer, as tintas automotivas a base de nitrocelulose ou acrílica e os vernizes a base de nitrocelulose, acrílico, poliuretano etc. Mas são produtos que fogem do escopo deste blog assim como as tintas para tecidos, papéis entre outros.
     Verniz a base de água e pode ser usada em superfícies como concretos, tijolos, telhas e pinturas a base de água como o PVA e o Acrílico. É diferente do verniz acrílico para pinturas automotivas que são solúveis em thinner.. Esse verniz é ótimo para dar acabamento em pinturas manchadas ou marmorizadas feitas com látex pva ou acrílico que também são a base de água.
     O verniz sintético também tem a propriedade de aceitação em diversos tipos de base de pinturas como pva, acrílico, óleo, esmalte e selador nitrocelulose etc. A sua maior vantagem é o tempo de secagem, muito rápida, e o brilho mas tem a desvantagem de ser amarelado podendo alterar a cor da pintura. Nesse caso o indicado seria o verniz cristal.
     Fechando o universo de tintas geralmente usados nas pinturas especiais como: manchados, marmorizados, falso granito, falsa madeira, pátina, satinê e decapê apresentamos uma das mais conhecidas tintas que é a tinta a óleo, aquela usada nas pinturas de tela. É a tinta que dá uma maior fineza no acabamento das pinturas especiais mas tem a desvantagem da secagem que é muito lenta.
      Finalmente chegamos aos diluentes. Para os produtos PVA, Acrílicos a base de água o solvente para limpeza e diluição é a água. Já os produtos sintéticos e a óleo o solvente para limpeza e diluição recomendado é a aguarrás podendo ser usado alternativamente também o thinner. Os produtos com base nitrocelulose o solvente para limpeza e diluição é o thinner e as tintas a óleo para pinturas de tela, a terebentina.
      Tudo isso foi explicado para aqueles que pretendam iniciar os trabalhos com pinturas especiais consigam terminar tranquilamente a sua arte.
Então para resumir podemos dizer que:
   1- Os produtos a base de água são usadas somente com seus similares a base de água e evitar o máximo   o uso por cima de produtos a base de óleo ou sintéticos;
   2- Os produtos a base de óleo e sintéticos não deverão servir de base para produtos a base de água. São usados com produtos similares a base de óleo ou sintéticos;
   3- Os produtos a base de óleo e sintéticos podem perfeitamente serem usados por cima dos produtos a base de água e este é o principal segredo das pinturas especiais porque elas “escorregam” e pintam o sete em cima da base fazendo surgir lindos desenhos manchados, marmorizados e “madeirados” em cima de paredes, alvenarias e concretos; 

     Este artigo foi uma pequena descrição de como usar alguns produtos mais comuns usados para fazer pinturas especiais. O objetivo não foi esgotar o assunto descritivo e técnico de cada produto e sim mostrar  um pouco como um uso indevido do produto pode estragar um lindo trabalho.









quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Imitação de Madeira - Louro Preto

     A imitação de madeira, também chamada de falsa madeira, é uma técnica de pintura que pode ser usada em diversos locais ou objetos.


     A técnica usada para fazer esta pintura foi uma mistura de satinê, que é uma pátina lavada, decapê, que é uma pintura marcada aliada a uma técnica de pintura especial normalmente usada na marmorização. Essas técnicas serão abordadas em outros posts.
     Para começar é preciso entender um pouco dos materiais usado e quais as suas funções:
 1 - Fundo Branco Fosco - Para fazer esta técnica o nome precisa ser exatamente este sem alterá-lo  pois outros produtos similares não darão o resultado final semelhante ao deste post ( outros fundos serão usados em outras técnicas ). O fundo branco fosco tem um alto poder de aderência e cobertura e por isso é possível deixar as marcas do pincel mesmo depois de seco;
2 - Tinta asfáltica ( que pode ser encontrada em lojas de materiais de construção ) ou betume - É o produto que irá "envelhecer" o fundo dando o efeito da madeira;
3 - Verniz sintético - Para dar brilho e acabamento;
4 - Pincel - Dê preferência aos com cerdas mais duras;
5 - Aguarraz - Solvente para diluir o betume e o verniz e também para a limpeza do pincel etc. ;
6 - Estopa - Para tingir o fundo branco fosco;
7 - Lixas - Para preparar o objeto ou a parede e para dar o acabamento final;


     O nosso objetivo de hoje será a reforma de uma mesa e dois armários da despensa e para isso não é preciso ter experiência nem ser expert no assunto e sim força de vontade aliada a uma boa dose de criatividade. 
     A mesa possui uma película protetora em cima de um material prensado e por isso o fundo branco fosco será passado por cima destes materiais. O tampo da mesa poderia ser de qualquer outro material como compensado, aglomerado, madeira desde que não resíduos de lustrador de móveis, cera ou qualquer outro óleo similar. Se tiver resíduos o serviço será mais trabalhoso porque será preciso retirar esses resíduos com um removedor e com lixas.
     Mas a pergunta fica: Por quê usar a imitação de madeira em cima de tampos de compensado ou de madeiras se elas já são de madeira? Para responder essa pergunta é preciso saber o estado da mesa e o desejo de ter um outro tipo de madeira na mesa. 
     Se a mesa estiver neste estado:

 
E os armários da despensa neste?


   Então mãos à obra! Depois de verificado e retirado os resíduos de lustra móveis ou óleos é preciso preparar a superfície lixando bem para que o fundo branco fosco tenha uma boa aderência e para corrigir as imperfeições.


     O próximo passo será dar a primeira mão de fundo sem diluir o solvente aguarraz, ou seja, direto da lata porque o fundo irá corrigir e nivelar a superfície e deixar a marca do pincel ou da trincha.



     Deixe secar e repita a operação por três vezes pelo menos com um intervalo de 8 a 10 h entre as demãos. O resultado será uma superfície nivelada, com boa cobertura e textura proveniente das marcas do pincel ou da trincha.




     Hora de começar o trabalho da pintura: 
     - Dilua a tinta asfaltica ou betume na proporção de duas medidas de tinta para uma de solvente ( essa medida é para um tom médio escuro de tonalidade da tinta asfaltica que pode ser alterada para mais clara com mais solvente ou mais escura com menos ou até nenhum solvente ).
     - Em seguida comece a tingir o fundo branco fosco com uma boneca de estopa embebida na tinta asfáltica ou betume seguindo as marcas do pincel ou trincha de preferência sem interromper para que não tenha emendas. Caso o movimento seja interrompido, corrija com a boneca começando do início e indo sem parar até o fim.

    
 A mesa e os dois armarinhos começam a ficar com a aparência de madeira...


     Depois de todas as superfícies tingidas é preciso aguardar pelo menos 24 horas para que a superfície esteja bem seca...

    
    Finalmente chegou a hora do acabamento final. Dilua o verniz sintético com 20% do solvente aguarraz e comece bem delicadamente, sem apertar muito a superfície porque senão ela irá descolorir e manchar todo o trabalho, a passar o verniz por toda a superfície. 


     Deixe o verniz secar bem e dê outra(s) demão(s) conforme o brilho e o acabamento desejado e o resultado final será uma imitação de madeira, esta parecida com a madeira louro preto.